Muitas empresas que trabalham com produtos infantis têm consciência da importância da criança no processo de compra. Dependendo de seu estágio de desenvolvimento ou da situação de uso do produto, a criança influencia na compra, podendo até ser decisora. Em função disso, muitas ações de marketing são voltadas diretamente à criança.
No entanto, não podemos deixar de considerar a mãe, que é a grande decisora da compra. Mesmo quando a criança influencia, as opções dadas a ela são pré-aprovadas pela mãe, inclusive quanto à faixa de preço. Portanto, é preciso compreender melhor as mães e desenvolver o relacionamento da marca com elas.
Uma pesquisa recente da Mom Central Consulting (EUA) mostrou que as mães sentem-se solitárias, especialmente aquela com filhos menores (de 0 a 5 anos). Nesta fase, muitas mães afastam-se do trabalho e isolam-se com os filhos, sem o apoio de uma estrutura familiar tradicional. Seus parceiros nem sempre podem se dedicar a elas o tempo necessário. A maioria das mães cria seus filhos longe do lugar onde cresceu e de onde moram seus pais.
Assim, procuram formar novas amigas, principalmente se estão na mesma fase de vida. Grupos de mães, tanto presenciais como pela internet, são valorizados por elas. As redes sociais online (como o Orkut), os blogs de mães e o Twitter são alguns dos recursos utilizados na internet. A troca de experiências é reconfortante para elas.
A oportunidade para as marcas é justamente formar comunidades de mães e fornecer informações úteis a elas. Mas as empresas não devem aplicar o raciocínio tradicional da publicidade nesses ambientes. Ninguém procura redes sociais para ver publicidade. O que se busca é relacionamento e diálogo. As marcas que verdadeiramente souberem dialogar com seu público e prestar serviços valorizados por ele conquistarão seu coração. E isso, afinal de contas, é o sonho de qualquer marca.
Arnaldo Rabelo é consultor de marketing infantil. www.rabeloeassociados.com.br
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